Diários

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Diário Ten. Flynn - XIX - Parte 1

Sobrevivente: Richard Flynn escreveu em 01/01/2013

Estes são meus momentos finais, nem acredito que sobrevivemos tanto tempo. Novamente eu estou me adiantando, vou escrever agora o que aconteceu no ultimo dia de forma rápida pois não tenho muito tempo.

 

31/12/2012

Busquei Monica e a menina, quando cheguei ao local, o barulho do Helicóptero atraiu muitos infectados e isso dificultou muito a minha entrada na loja de móveis, Monica estava escondida provavelmente achou que fosse alguém tentando fazer mal a ela, mas consegui encontra-la embaixo de um balcão de madeira, no momento que me aproximei ela apontou meu fuzil e gritou alguma coisa, mas no momento que ela me viu, automaticamente me abraçou e falou mais alguma coisa de forma explosivamente feliz e chorando ao mesmo tempo, apesar de ter ficado feliz por ver que ela me esperava não tínhamos tempo a perder, apontei para a saída da frente onde toquei a corda; desci pulado do prédio, mais precisamente utilizando uma técnica de descida chamada triangulo, mas não sei o porque de falar isso. Abri a frente da loja, afinal de contas a maioria dos infectados estava na porta por onde entrei. Rapidamente amarrei a parte de baixo da corda em uma grade para que ela ficasse mais firme, e ajudei Monica a subir enquanto a menina ficava agarrada em minhas pernas, com um pouco de dificuldade Monica subiu e logo levantei a menina e Monica conseguiu pega-la. Neste momento um 15 infectados me cercavam, não tinha muito que fazer, trouxe apenas uma AK-74 para resgata-las e descarreguei quase todo meu magazine para puder entrar no prédio, então joguei uma pistola Glock G17 para Monica e apontei para os infectados, notei a cara de desespero dela, mas consegui a subir acreditando que ela teria coragem e um mínimo de pontaria para me dar tempo suficiente de subir no prédio.  Felizmente minhas suspeitas estavam corretas, consegui subir e logo notei que apesar de ser muito mais rápido e teoricamente seguro, o helicóptero seria inviável, para onde quer que eu fosse, traria comigo sempre uma horda de infectados, porque em poucos minutos foi o que aconteceu, não era possível ver o asfalto de tantas cabeças que estavam lá em baixo...

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Douglas Luis de Quadros

Autor: Douglas Luis de Quadros em 21/08/2014

"Criatividade é algo que nasce conosco e leva-nos a loucura se não colocarmos para fora!"


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Querido Papai - XI

Sobrevivente: Sara Roccher escreveu em 18/01/2013

Querido papai, eu queria saber onde o senhor esta. Estou com tanto medo, não sei mais o que fazer. Na verdade não me deixam fazer nada porque sou muito nova.

Mamãe esta muito distante de mim, às vezes parece que ela não liga mais para mim. Ela briga comigo o tempo todo, como se eu fizesse coisas erradas sempre e eu nunca faço nada. Tia Alice diz que é porque ela esta muito preocupada com meu irmãozinho e com o senhor que esta longe, mas mesmo assim eu acho que não é motivo para me tratar mal. Eu amo minha mãe, mas estou muito triste com ela. Por isso queria que o senhor estivesse aqui comigo para me abraçar.

Todos os dias meu tio Bernardo sai para procurar comida, ele diz que também procura um lugar melhor para nós ficarmos, pois aqui dentro desse porão não é muito bom, para ninguém e muito menos para o bebê.

Durante a noite escutamos algumas pessoas passarem pelos lados da casa, eu normalmente escuro tudo porque não consigo dormir a noite, pois tenho muito medo. E meu primo Augusto também fica acordado comigo, ele diz que é para me fazer companhia. Já o peguei chorando duas vezes.

Estou com saudades. Beijo Sara.

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Ruti Goulart

Autor: Ruti Goulart em 20/08/2014

"Todos temos luz e trevas dentro de nós. O que nos define é o lado com o qual escolhemos agir."


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Encontros - V

Sobrevivente: escreveu em 14/09/2014

Estou muito surpresa com minha ultima semana. Não tive tempo de vim escrever, é uma forma de terapia isso. Não digo que seria melhor do que conhecer alguém formado em psicologia, em bom estado mental a ponta de poder exercer a profissão. De qualquer forma não tenho tempo ainda, contarei o que aconteceu aos poucos, talvez não de tempo de explicar tudo hoje.

Há alguns dias atrás eu escrevi aquelas perguntas na página anterior, a principal delas era “Será que os donos desse cão estão vivos?” e a resposta é não. Seus donos morreram meses atrás, eram alguns mortos que estavam dentro da casa quando cheguei aqui e tive que eliminar. Soube disso pelas fotos que estavam em alguns álbuns de família que achei no guarda roupa. Parecia uma família feliz.

Havia mais duas crianças na maioria das fotos, uma adolescente de 17 anos pelo que me parece e um menininho de apenas cinco. No dia seguinte ao que escrevi me certifiquei que Rambo não poderia sair sozinho, fiquei de olho nele e tranquei a porteira da casa. Naquele dia não aconteceu nada, parecia que sabiam que eu estava ali. No dia seguinte, bem cedinho, eu destranquei a porteira e a deixei como fica todos os dias. Pela manhã, uma menina veio e o chamou, colocou uma coleira nele e saiu o mais rápido possível. Eu consegui segui-la sem ela notar. Rambo foi levado para uma loja que fica logo aqui ao lado, não havia entrado nela por mera falta de ânimo. Ao chegar à porta me apresentei. A menina parecia mais magra que nas fotos, mas aqueles profundos olhos pretos e o cabalo liso louro com as pontas pintadas com um vermelho desbotado eram inconfundíveis. Tenho que ir, continuarei amanhã, talvez em três dias eu acabe.

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Colaborador Perdido

Infelizmente o colaborador Tats foi pego por uma horda e seus trabalhos vão ser descontinuados!


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Encontros - IV

Sobrevivente: escreveu em 08/09/2014

Está tudo preparado para minha partida. Daqui a dois dias eu já estarei indo para o norte, onde dizem ter algum foco de sobrevivência. Antes, ou melhor, hoje eu irei atrás daquele cão, além de ser raro encontrar um animal desses, mais raro ainda é encontrar um saudável e dócil.

Dois dias atrás saí em busca de mais comida, me preparei para pegar mais algumas maçãs, já que comi quase todas de um dia para o outro. Ao voltar vi o cão deitado descansando como se fosse um dia normal, um dia normal no antigo mundo. Deixei as coisas na sala e decidi me arriscar e ir até ele. Quando me aproximei ele apenas levantou a cabeça e se deitou novamente. O pelo estava sadio e muito embolado. Passei a mão em seu pescoço e senti uma coleira. O nome que estava escrito era Rambo.  Logo pensei que os donos estavam vivos e me senti estranha, uma esperança e uma animação me envolveram e eu não consegui ter reação nenhuma.

Sim, eu fiquei ali parada, sentada na grama morta de costas para o cão... Para o Rambo, enquanto digeria a ideia de ter mais alguém nessa casa, ou nas casas próximas sem eu saber. Até agora estou assustada. Será que realmente há alguém? Será que sabem que estou aqui? Será que são do bem? Serão muitos? Porque não deixam o cachorro com eles? Porque o alimentam? Se soubessem que estou aqui porque não roubaram minhas coisas? Muitas outras perguntas vieram em minha mente e me torturaram durante a noite inteira.

Ontem passei o dia pensando se eu iria partir sem tentar descobrir a verdade dessa história ou se iria atrás de uma pequena aventura para me distrair. Bem minha decisão você já sabe. 

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Querido Papai - X

Sobrevivente: Sara Roccher escreveu em 17/20/12013012013

Querido papai, eu não escrevi mais porque não tínhamos parado ainda para descansar. Mesmo não querendo acreditar no que aconteceu parece que o lugar que nós estávamos foi completamente infectado. Durante a noite meu tio escutou barulhos estranhos, mas não falou nada, foi o que ele nos disse. Quando acordamos, ele já estava pronto com todas as mochilas prontas, disse que tínhamos que sair daquele lugar o quanto antes. Tia Alice e ele começaram a discutir até um homem vir e abrir a porta com bastante força. Ele começou a gritar e dizer que as pessoas estavam loucas e que minha mãe e meus tios tinham que pegar todas as crianças e fugir o quanto antes. Minha tia começou a gritar que não íamos a lugar algum ainda mais com um bebê de colo com poucos dias de vida.

Eu não conseguia não chorar, eu estava com muito medo e pela primeira vez vi com meus olhos meu primo chorar também, eu queria rir, mas não podia. Acabamos ficando abraçados e saímos correndo segurando um a mão do outro para não se perder. Meu tio pegou meu irmãozinho no colo e saio correndo enquanto minha tia Alice ia à frente segurando a mão do meu primo que segurava a minha mão e eu segurava a mão da minha mãe.

Quando estávamos correndo algumas pessoas saíram correndo atrás da gente, eu não sabia se eles estavam tentando fugir também ou se estavam infectados. Eles quase pegaram a minha mãe que me empurrava cada vez mais para frente para fugir daquele lugar.

Do outro lado do lugar que nós estávamos estava cheio de gente se empurrando e gritando como loucos. Todos estavam com medo e não paravam de chorar, fiquei mais aliviada eu não era a única! No meio de todo mundo eu vi algumas pessoas mordendo e comendo umas as outras, dai sim que fiquei com medo e meu primo também. Tio Bernardo se perdeu de nós e minha mãe gritava muito pelo nome dele, minha tia falava que provavelmente ele já estaria na rua.

Não conseguíamos passar porque havia muitas pessoas nos corredores todos se empurrando, muitos pisaram nos meus pés e quase me derrubaram. Minha sorte foi meu primo me segurar com bastante força se não teria caio e eles teriam passado por cima de mim. Meu tio puxou meu cabelo com força pra que fossemos atrás dele, doeu muito quando ele puxou! Conseguimos sair graças ao meu tio, que foi atrás de nós e achou um lugar mais seguro para sair de lá. Ele roubou um carro de polícia e saímos de lá a toda velocidade.

Todos os lugares estão cheios de pessoas infectadas. Não conseguimos parar em nenhum lugar, tentamos entrar na cidade, mas não conseguimos e várias pessoas tentaram roubar nosso carro. Fiquei com pena deles, mas meu tio não parou para ninguém, ele disse que aquelas pessoas iriam matar a gente.  Fiquei muito apavorada com todas as pessoas correndo e fugindo de outras pessoas papai. Preciso do teu abraço papai, eu sei que o senhor deve estar em um lugar bem pior do que o nosso, mas volta logo. Ah, estamos escondidos em um porão da casa de uma pessoa que minha mãe conhece.

Beijo, Sara.

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Ruti Goulart

Autor: Ruti Goulart em 06/08/2014

"Todos temos luz e trevas dentro de nós. O que nos define é o lado com o qual escolhemos agir."


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Querido Papai - IX

Sobrevivente: Sara Roccher escreveu em 15/01/2013

Querido papai, hoje acordamos com muita gritaria nos corredores. Alguns dos homens armados brigaram com o tio Bernardo porque ele abriu a porta para ver o que havia acontecido. Ele gritou com meu tio e o empurrou com toda força para trás. Tio Bernardo caiu com tudo no chão e ficou reclamando e falando alguns palavrões para o homem armado.

Depois disso escutamos vários tiros e gritos, mas não saímos de dentro do quarto porque é muito perigoso.

Hoje comemos bolacha de leite, era o que tinham para nos dar. Tia Alice estava brava, e gritava bem alto que tinha uma mulher que havia ganhado um bebê há pouco tempo e que precisava se alimentar bem. Acho que não é só minha mãe que precisa comer bem, também estou com fome. Meu tio fica me chamando de egoísta, mas é que agora é tudo pro meu irmãozinho. Eu estava tão feliz antes de ele nascer, achava que não seria assim.  Saudade de você papai, volta logo!

Beijo Sara.

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Ruti Goulart

Autor: Ruti Goulart em 03/08/2014

"Todos temos luz e trevas dentro de nós. O que nos define é o lado com o qual escolhemos agir."


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