Diários

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Encontros - III

Sobrevivente: escreveu em 05/09/2014

Encontrei uma mochila maior em uma casa que fica a dois quarteirões daqui, o dobro do tamanho da minha atual. Estou feliz por ter uma mochila maior, poderei levar algumas das roupas que achei e jogar a minha antiga calça jeans azul desbotada fora. Bem, é um alívio colocar uma roupa limpa na mochila.

Achei o cachorro nos fundos da casa hoje. Ele estava bem, deve ter ido arrumar comida. Achei estranho o fato dele não estar muito desnutrido, seu corpo esta até saudável. Prestarei mais atenção nele, irei ver o que ele come. Será que seu alimento favorito seja mortos vivos?  Seria estranho isso... Não importa, eu irei descobri!

Minha partida esta quase preparada, falta pouca coisa. Quero arrumar mais quatro garrafas e mais algumas comidas enlatadas. Hoje achei uma macieira. Como me senti feliz. Comi várias maçãs enquanto observava alguns mortos andando. Foi estranho, tive a sensação de estar no cinema comendo pipoca e assistindo um filme sem graça. Queria entender o que foi isso, talvez o fato de um silêncio e uma paz estranha ter invadido minha mente e meu corpo.

Vou descansar, estou animada para minha partida, sairei antes do previsto... Já estou me conformando com a falta da minha família. Depois de um tempo, a perda começa a se tornar algo rotineiro pra quem vive nesse mundo.

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Colaborador Perdido

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Querido Papai - VIII

Sobrevivente: Sara Roccher escreveu em 30/01/2013

Querido papai, minha mãe está bem se o senhor quer saber. Meu irmãozinho não é tão bonito assim ele é estranho. E minha mãe não para de ficar com ele no colo, nem da mais bola pra mim. Estou triste, queria o senhor aqui pra me abraçar!

Ele não para de chorar um minuto, é estranho escutar esse barulho que ele faz. Escutei tia Alice falar que minha mãe não tem leite suficiente, que ela precisa ir a um médico, mas ninguém deixa nós sairmos daqui desse quarto.

Mudando de assunto, um pouco antes eu precisei ir ao banheiro, tia Alice foi comigo e quando estávamos chegando escutamos gritos e tiros dentro de alguns quartos. Os homens com armas mandaram nós irmos rápido porque por ali era perigoso. Quando estávamos voltando minha tia perguntou para uma mulher o que havia acontecido, a mulher disse que dentro do quarto tinha uma pessoa infectada e parece que era parente do menino que estava gritando na rua e que algumas pessoas ficaram feridas, mas já estava tudo sobre controle.

Voltamos para o quarto bem rápido e fiquei um pouco com medo. Depois disso meu primo ficou me incomodando e dizendo que os infectados iriam me pegar. E agora estão todos ao redor do meu irmãozinho e da minha mãe, estou um pouco com ciúmes. 

Beijo Sara.

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Ruti Goulart

Autor: Ruti Goulart em 30/07/2014

"Todos temos luz e trevas dentro de nós. O que nos define é o lado com o qual escolhemos agir."


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Querido Papai - VII

Sobrevivente: Sara Roccher escreveu em 13/01/2013

Pai, minha mamãe está ganhando meu irmãozinho aqui dentro do quarto. Não consigo ver porque o tio Bernardo colocou um lençol na frente para eu e o Augusto não ver. Meu primo fica rindo de mim por eu estar escrevendo aqui para o senhor, ele diz que sou uma boba porque você nunca vai me responder. Pode até ser que não responda, mas preciso ti contar que seu filhinho mais novo esta nascendo.

Minha mãe não para de gritar, isso é normal? A tia Alice esta lá com ela e tio Bernardo esta de costas segurando o lençol. Não vem ninguém ajudar minha tia, o que vamos fazer?

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Ruti Goulart

Autor: Ruti Goulart em 27/07/2014

"Todos temos luz e trevas dentro de nós. O que nos define é o lado com o qual escolhemos agir."


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Encontros - II

Sobrevivente: escreveu em 02/09/2014

Mais um dia sozinha. Já se passaram mais de 14 dias que estou no ponto de encontro que marcamos. Eles já deveriam ter chegado, devíamos estar juntos, planejávamos ir para algum sítio no caminho para o norte do país. De qualquer forma logo terei que ir embora.  Não posso esperar mais. Sei que dentro de mim algo grita por eles segundo após segundo, a solidão pesa e não me larga em nenhum momento. Como posso me sentir assim se já vivo nesta situação há tanto tempo? Não sei.

Fui à busca de comida, a única coisa que encontrei foi milho enlatado vencido e provavelmente contaminado com fungos que prefiro nem citar. Meu estomago já se acostumou. O gosto não me interessa há muito tempo.  Não sei do porque os mortos-vivos estarem tão distantes dessa área da cidade, os poucos que vi por aqui estão tão decompostos que se conseguirem se arrastar alguns metros sem uma parte do corpo cair, é muito.

Espero encontrar minha família logo!  O cachorro que estava dentro da área da casa em que estou sumiu. Fiquei triste com isso, não vou mentir. Amo animais, mesmo sendo eles tão raros atualmente. Esses mortos não podem ver um animalzinho que já o comem.  Espero estar melhor amanhã, irei dormi o máximo que eu puder hoje, assim que eu acordar começarei a recolher provisões para minha partida semana que vem.

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Querido Papai - VI

Sobrevivente: Sara Roccher escreveu em 12/01/2013

Querido papai, não sei mais o que está acontecendo por aqui. Faz alguns dias desde a última vez que saímos do quarto. Parece que os homens que cuidam das portas não estão mais deixando as pessoas saírem, apenas uma pessoa pode sair por vez e quando precisamos ir ao banheiro vamos em dupla. Na noite passada escutei a tia Alice falar para o tio Bernardo que esta muito preocupada com minha mãe, porque ela esta quase ganhando meu irmãozinho. E se isso acontecer papai? Você vai estar aqui com a gente?

Mamãe anda reclamando muito de desconforto, não entendo o que é ter alguém dentro da barriga então não sei o que ela sente. E ela anda chorando muito papai, acho que esta com saudades de você assim como eu. Não vejo a hora de você voltar e ti dar um abraço bem forte.

Estamos escutando muitos gritos de pessoas ultimamente, estou com bastante medo daquelas pessoas infectada papai. Volta logo papai!

Beijo Sara.

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Ruti Goulart

Autor: Ruti Goulart em 23/07/2014

"Todos temos luz e trevas dentro de nós. O que nos define é o lado com o qual escolhemos agir."


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Encontros - I

Sobrevivente: escreveu em 29/08/2014

Hoje encontrei esse caderno, havia guardado um lápis e acho que consigo encontrar outro logo. Me perdi de minha mãe a três semanas e não consigo parar de pensar nos dois. Sobreviver no mundo está cada dia mais difícil, já perdi a esperança de achar Jeremias, talvez seu corpo já tenha até sido decomposto, quem sabe... Mamãe sempre bem animada faz falta pela manhã e meu irmão... Como ele faz falta. Estou tendo que ir atrás de comida sozinha, e ele sempre ia comigo. Logo ela acabará e não sei onde irei buscar.

Me perdi de minha família durante um ataque, espero que eles estejam juntos. Voltei para nosso ponto de encontro, mas nem sei se eles sobreviveram. Combinamos de esperar por quatorze dias, o tempo médio para se chegar aqui nas atuais condições da cidade.

Não sei há quanto tempo estamos sobrevivendo, sei que faz mais de 11 meses que esse inferno começou, ou até mais. Confesso que eles estavam sendo meu porto seguro, meu retorno a sanidade e meu chão. Tive sonhos horríveis, estou me sentindo culpada, pois eu que os levei até aquele local. Não devia ter corrido NAQUELA direção, virar na esquina teria sido mais seguro. Tenho certeza que eles viraram nela, por isso não chegaram ainda. Meu irmão sabe se virar, ele ira conseguir me buscar e deixar minha mãe em segurança.

De qualquer forma, vou ir atrás de comida amanhã, minha prioridade será cereal, ou até qualquer coisa que poça ser cozinhada. Água não será o problema. Hoje aconteceu algo impressionante, vi um cão, vivo. Quis matá-lo, não tive coragem. Ele esta do lado de fora da casa que estou, mas esta dentro dos muros. Tenho medo de colocá-lo para dentro e ele estar doente. 

Até logo caderno, a única companhia que não pode me matar de alguma forma neste momento... Assim eu espero!

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