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Diário de Adam Wright - IX

Sobrevivente: Adam Wright escreveu em 28/12/2012

O senhor que eu encontrara naquele túnel que se apresenta como Randy, me acompanha até uma porta branca dupla com uma placa um pouco acima na parede escrito “EXIT” em vermelho. Ele se aproxima da porta, aperta um botão ao lado de um comunicador e ouço um barulho distinto, uma campainha relativamente alta considerando a situação atual, até que a porta se abre.

 No caminho desde o túnel até a porta e depois até uma sala designada somente a funcionários que se assemelhava a uma cozinha, ele me explica o que acontecera depois da infecção, que em apenas algumas horas a cidade inteira tinha sido tomada pelos zumbis apesar de ninguém saber como ou aonde ela começou. Ele também me diz que a infecção na prisão começou de dentro, não sabia se era de algum dos prisioneiros ou se alguém que trabalhava ali tinha sido infectado, mas assim que todos começaram a se transformar, ele e o resto dos guardas que sobreviveram passaram pela ponte para a área hospitalar e formaram uma barricada que impediria a passagem futura de qualquer um da prisão.

Infelizmente eles acabaram perdendo muitos dos funcionários do hospital porque antes do túnel ser bloqueado alguns dos guardas que tinham sido mordidos correram para o hospital para requisitar atendimento médico, os poucos enfermeiros e médicos que sobraram foram os que se esconderam até que Randy e os outros chegassem. Depois de limpar os zumbis, alguns guardas foram para as torres manter a vigilância do portão principal e outros para as ruas, marcando placas, prédios e ruas principais sinalizando que a prisão seria um lugar seguro para se refugiar.

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Diário de Adam Wright - VIII

Sobrevivente: Adam Wright escreveu em 28/12/2012

Tudo desde o começo do apocalipse se tornara mais cinza e repentino, tudo se tornara confuso, assustador ou deprimente. Desço as escadas e saio do pequeno prédio, pego a bicicleta encostada em um poste com uma placa e por um momento eu divago assim que eu olho pra cima: eu vejo o céu e ele se destaca muito mais em meio à destruição que eu via à minha volta, tudo se transformava ou acabava na terra, todos morrem ou vagam as ruas, mas o céu continuava azul e o sol continuava a brilhar, por um momento eu me lembro que eu já passara por essa rua algumas vezes e de como tudo era antes do que acontecera, por um momento eu me esqueço do que aconteceu e contemplo oque eu lembrara.

Depois de alguns minutos, eu olho novamente pra placa e noto algo interessante, ela sinalizava para os carros que essa rua continuava para a esquerda e para frente, sendo o caminho da direita contramão, mas a seta da esquerda tinha um “X” pichado com uma tinta preta e a seta que indica o caminho pra frente tinha um círculo em vermelho, eu não notara esse mesmo padrão nas outras placas que eu passara, mas eu também não me lembrava de ter olhado.

Seguindo o caminho pra frente eu noto que todas as outras placas indicavam caminhos e em alguns lugares até com setas nos prédios e no meio da rua, conforme eu as encontrava eu acelerava cada vez mais e algumas horas depois, pouco antes de anoitecer eu noto que eu já me distanciara muito de onde eu trabalhava e também de onde eu morava, até que finalmente encontro no final de uma rua várias setas apontando pra um lugar, um hospital com grandes portas de aço, um cercado em volta com arame farpado e ao lado uma prisão.

Intimidado pelos homens com rifles em cima das torres ao lado dos portões, eu me aproximo vagarosamente até o portão de ferro, um deles olha pra mim, analisa por um tempo e sinaliza pra outro que abre o portão e revela um caminho por trás que leva até algumas escadas, eu deixo a bicicleta do lado de fora e continuo pelo caminho andando, depois das escadas com pouca iluminação eu passo por um túnel e vejo pelas grades nas laterais que ele passa por cima da área da prisão até que chego na parte seguinte e encontro um senhor mais velho, de cabelos e barba brancas, com uma barriga protuberante e uma serenidade contagiante, sem pressa alguma ele espera eu me aproximar e diz após me cumprimentar com um aperto de mão:

-- Bem vindo.

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Diário de Adam Wright - VII

Sobrevivente: Adam Wright escreveu em 28/12/2012

É esquisito pensar em tempo depois do início da infecção, têm-se dias longos e entediantes em que eu simplesmente espero oque vai acontecer em seguida e dias como o primeiro, que começam com café e uma caminhada para o trabalho e em poucas horas eu estou no banheiro da casa de alguém que eu não conheço limpando o sangue no meu rosto de uma adolescente que me pedira que acabasse com a sua vida antes que ela se transformasse em uma criatura que vagaria as ruas de Nova York, caçando e devorando as pessoas que encontrasse.

Depois de passar algum tempo me limpando, eu volto à sala, confiro se a porta está trancada e vou até o quarto maior, procuro por entre as gavetas e encontro uma camiseta branca sem estampa que tinha mais ou menos o meu tamanho, visto-a e me dirijo à cozinha. Em um dos armários encontro uma caixa de cereal fechada, procuro por uma tigela, uma colher e o leite. Sento-me no chão encostado em um balcão ao lado do fogão e enquanto como o cereal, começo a ler a caixa, com letras grandes e com cores intercaladas nos Os leio “Froot Loops” escrito bem grande no centro superior da face da frente e atrás as informações nutricionais. A caixa tratara de me entreter por um tempo, depois disso encontro um jornal em cima do balcão ao lado da pia e faço as palavras cruzadas enquanto termino o cereal.

Agora que eu penso sobre isso, sem dúvida alguma não é uma reação lógica à situação, mas eu simplesmente não estava preparado psicologicamente pra lidar com oque acontecera, eu tentava ao máximo me prender à casualidade e evitava pensar no que acontecera ou racionalizar oque eu tinha visto, tentando passar por isso sem ter um gigantesco colapso mental. Por um tempo depois que eu terminara de comer, eu simplesmente sentia vontade de fechar os olhos e não pensar em nada, mas toda vez que eu os fechava eu via o rosto da menina adolescente e ouvia o barulho que o canivete fizera enquanto perfurava seu crânio, me levanto do chão da cozinha, enrolo a adolescente em um lençol que eu tirara da cama de casal do quarto maior e saio da casa.

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Diário de Adam Wright - V

Sobrevivente: Adam Wright escreveu em 28/12/2012

Às vezes de noite quando eu relembro de tudo que eu vi depois que a infecção aconteceu, eu gostaria muito de esquecer várias coisas que ainda me atormentam e definitivamente oque eu vi nesse prédio era uma das memórias que eu gostaria de não ter, até hoje ainda tenho pesados com o que vira lá. Assim que entro no prédio por uma das janelas no primeiro andar, todo cuidado pra não fazer muito barulho ali dentro e olho por entre as frestas da janela oque a horda do lado de fora faria, depois de algum tempo eles se dispersam e começam a vagar novamente.

Eu vou ser sincero e cortar o suspense dessa parte, eu não veria nada nesse prédio que se mexesse, vivo ou morto, mas definitivamente coisas que me fazem tremer até hoje de pensar, a janela que eu entrara seria a de um quarto, aparentemente de uma criança, avaliando pela quantidade de brinquedos espalhados e o padrão do papel de parede colorido, eu avanço para o corredor da casa e até a sala onde encontro uma bolsa grande, com algumas roupas, uma corda, um canivete e um rolo de silver tape, depois pra cozinha, onde encontro em um dos armários suprimentos por algum tempo e depois de colocar tudo dentro da bolsa avalio o resto da casa. O único cômodo que faltava era o quarto dos pais, diferentemente do resto da casa essa porta estava fechada e assim que eu entro eu vejo uma cama de casal e do lado direito uma cama menor, na cama maior um casal de mãos dadas e na cama menor uma criança com os dedos entrelaçados e as mãos sobre a barriga, todos com um buraco gigantesco de bala na testa e carbonizados.

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Diário de Adam Wright - IV

Sobrevivente: Adam Wright escreveu em 28/12/2012

Assim que chego à calçada tento me decidir rapidamente para onde ir, já que ficar ali não parecia ser uma boa ideia e vagar pela cidade uma ideia pior ainda. Talvez a minha casa? Não lembrava se tinha feito compras, mas com certeza eu teria comida pra alguns dias. Mas eu tinha problemas muito maiores agora, eu entenderia se o homem que eu vira morto tivesse sido mordido ou arranhado ou sei lá oque causa essa doença, mas ele parecia normal e tinha sido executado em um beco, será que isso foi antes disso tudo acontecer? Será que foi depois e isso tudo é um plano pra limpar toda a cidade? Todo o país? Eu precisava me esconder, talvez isso seja recente e tivesse alguém caçando todos que sobreviveram aos monstros famintos que vagam por Nova York, eu precisava chegar em casa. Antes que eu pudesse concluir o que pensava na hora, ouço uma marcha extremamente desorganizada e barulhos aleatórios, coisas sendo arrastadas, grunhidos e passos em diferentes ritmos e sentidos. Encosto a bicicleta contra a parede do prédio ao lado do café e com o bastão em punho começo a observar uma horda que passava pela esquina da rua à direita e continua em direção ao norte da cidade e notara que sem estímulos esses monstros simplesmente vagavam, geralmente em grupos e bem devagar em direções aparentemente aleatórias. Depois de alguns minutos observando, ouço de trás de mim passos e quando olho para trás um dos monstros saía de dentro do café, ele chega ao beco, para por um tempo e começa a cheirar o lugar, ele demora algum tempo, mas me nota e começa a andar acelerando rapidamente em minha direção. Desencosto a bicicleta da parede e subo nela o mais rápido possível, assim que saio do beco noto que o barulho que ele fazia seria o suficiente pra atrair uma porção da horda que passara na rua à direita, acelero na direção oposta e passo rapidamente em frente à um prédio que tinha uma escada de incêndio em uma de suas laterais, largo a bicicleta e começo a correr até a escada, com toda a adrenalina do momento consigo arrastar uma das lixeiras perto o suficiente pra conseguir alcançar a escada de incêndio, subo e entro no prédio.

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Diário de Adam Wright - III

Sobrevivente: Adam Wright escreveu em 28/12/2012

Antes que o homem que eu derrubara pudesse me alcançar, corro pela rua desesperado tentando encontrar outro ser humano ou pelo menos algum jeito de saber mais sobre oque acontecera. Lembro-me do lugar na esquina aonde eu tomava meu café antes do trabalho e que eles tinham uma televisão para clientes junto às mesas. Corro em direção ao café e assim que me aproximo vou me esgueirando até a entrada, olho pela vidraça e tento analisar a situação do interior, apesar de não encontrar nada que se movimentasse vejo um rastro de sangue que aparentava começar de trás de uma mesa tombada para a entrada e que seguia até uma sala dos fundos. Empunhando o bastão, abro com a outra mão a porta do café e começo a andar até a grande mesa circular tentando enxergar por cima dela, noto durante o percurso cinco pequenos buracos na madeira que iluminavam insuficientemente o outro lado, depois de mais alguns passos vejo claramente a parte de trás, uma grande poça de sangue, talvez o início do rastro. Ainda preocupado com o bem-estar das pessoas que trabalhavam ali, resolvo continuar para a sala de trás, sigo o rastro até a porta azul de metal com as palavras “Staff Only” escritas em branco, abro-a aflito com oque pudesse encontrar do outro lado, vejo uma pequena salinha com outra televisão, mas bem menor e mais velha e o rastro de sangue continuava por uma porta aberta que dava em um beco estreito até a rua. Saio pela porta e vejo que o rastro tem um fim, ele acaba em outra poça em volta de uma pessoa no chão ao lado de uma bicicleta encostada na parede com marcas de mão ensanguentadas no banco e no guidão. Ando com cuidado até a pessoa no chão e para minha surpresa vejo um corpo que não estava facialmente deformado ou com membros deslocados, mas com um grande buraco na têmpora e outros ao longo do torso, desencosto a bicicleta da parede, subo nela e começo a ir em direção à rua.

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