Diários

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Encontros - VI

Sobrevivente: escreveu em 15/09/2014

Continuando... Numa das fotos que vi, uma dedicatória estava escrita: “Querida Anabeth, foi muito bom passar as férias com você no Grande Estado do sul, aqui esta a foto que me pediu pra revelar. Sua mãe e Carlinhos estão lindos, e você, minha princesa, nem parece ter apenas 15 anos. Na próxima vez que for tirar uma foto com o Rambo no colo de seu pai, o mande fazer uma carinha melhor. Beijos da tia Aline” Na hora meu coração doeu, ao lembrar que aquele casal que matei já tinha tido uma família feliz, me senti uma assassina, igual nas primeiras vezes que matei alguém que já havia morrido. Me lembrei da minha própria família. Não vou mentir, fiquei abalada de mais, mas não poderia fazer nada, apenas peguei a foto para mim sem nem saber o porquê. Melhor do que fiz ontem, vou escrever nosso dialogo de apresentação.

- Oi... Meu nome é Amanda. - Anabeth se virou e sacou uma arma, ela estava muito assustada, tremia muito, e não conseguia falar nada. - Calma, não sou do mal, Rambo sabe disso! – Eu sorri pra ela e tentei parecer amistosa, mas aquela arma estava começando a me preocupar, a menina estava nervosa e com o dedo no gatilho. - Abaixe isso, vamos entrar e conversar tenho algo que talvez você queira ver...

- Ca-calada. – Ela falou tão baixo que se não fosse o silêncio do local e a seriedade do momento, eu não teria escutado. – P-por favor, vá embora, não fique.

 A arma caiu no chão e ela começou a chorar. Tentei chegar nela, mas a algum comando dado por Anabeth, Rambo começou a rosnar, não tive coragem de me aproximar. – Vamos Anabeth, vamos entrar... Você sabe o quanto aqui é perigoso... – Isso foi suficiente para ela parar de chorar, olhar para mim com um ponto de interrogação visível na testa. Me lembrei que ela não sabia de nada sobre as fotos e a dedicatória que eu li, peguei a foto no bolso da calça e a mostrei, sacudindo, ela logo se lembrou da foto e correu para dentro, aquela foto pareceu acender algo dentro dela, uma coragem ou um animo fora do normal. Enfim, entramos para a loja, mas amanha continuo.

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Encontros - V

Sobrevivente: escreveu em 14/09/2014

Estou muito surpresa com minha ultima semana. Não tive tempo de vim escrever, é uma forma de terapia isso. Não digo que seria melhor do que conhecer alguém formado em psicologia, em bom estado mental a ponta de poder exercer a profissão. De qualquer forma não tenho tempo ainda, contarei o que aconteceu aos poucos, talvez não de tempo de explicar tudo hoje.

Há alguns dias atrás eu escrevi aquelas perguntas na página anterior, a principal delas era “Será que os donos desse cão estão vivos?” e a resposta é não. Seus donos morreram meses atrás, eram alguns mortos que estavam dentro da casa quando cheguei aqui e tive que eliminar. Soube disso pelas fotos que estavam em alguns álbuns de família que achei no guarda roupa. Parecia uma família feliz.

Havia mais duas crianças na maioria das fotos, uma adolescente de 17 anos pelo que me parece e um menininho de apenas cinco. No dia seguinte ao que escrevi me certifiquei que Rambo não poderia sair sozinho, fiquei de olho nele e tranquei a porteira da casa. Naquele dia não aconteceu nada, parecia que sabiam que eu estava ali. No dia seguinte, bem cedinho, eu destranquei a porteira e a deixei como fica todos os dias. Pela manhã, uma menina veio e o chamou, colocou uma coleira nele e saiu o mais rápido possível. Eu consegui segui-la sem ela notar. Rambo foi levado para uma loja que fica logo aqui ao lado, não havia entrado nela por mera falta de ânimo. Ao chegar à porta me apresentei. A menina parecia mais magra que nas fotos, mas aqueles profundos olhos pretos e o cabalo liso louro com as pontas pintadas com um vermelho desbotado eram inconfundíveis. Tenho que ir, continuarei amanhã, talvez em três dias eu acabe.

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Encontros - IV

Sobrevivente: escreveu em 08/09/2014

Está tudo preparado para minha partida. Daqui a dois dias eu já estarei indo para o norte, onde dizem ter algum foco de sobrevivência. Antes, ou melhor, hoje eu irei atrás daquele cão, além de ser raro encontrar um animal desses, mais raro ainda é encontrar um saudável e dócil.

Dois dias atrás saí em busca de mais comida, me preparei para pegar mais algumas maçãs, já que comi quase todas de um dia para o outro. Ao voltar vi o cão deitado descansando como se fosse um dia normal, um dia normal no antigo mundo. Deixei as coisas na sala e decidi me arriscar e ir até ele. Quando me aproximei ele apenas levantou a cabeça e se deitou novamente. O pelo estava sadio e muito embolado. Passei a mão em seu pescoço e senti uma coleira. O nome que estava escrito era Rambo.  Logo pensei que os donos estavam vivos e me senti estranha, uma esperança e uma animação me envolveram e eu não consegui ter reação nenhuma.

Sim, eu fiquei ali parada, sentada na grama morta de costas para o cão... Para o Rambo, enquanto digeria a ideia de ter mais alguém nessa casa, ou nas casas próximas sem eu saber. Até agora estou assustada. Será que realmente há alguém? Será que sabem que estou aqui? Será que são do bem? Serão muitos? Porque não deixam o cachorro com eles? Porque o alimentam? Se soubessem que estou aqui porque não roubaram minhas coisas? Muitas outras perguntas vieram em minha mente e me torturaram durante a noite inteira.

Ontem passei o dia pensando se eu iria partir sem tentar descobrir a verdade dessa história ou se iria atrás de uma pequena aventura para me distrair. Bem minha decisão você já sabe. 

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Encontros - III

Sobrevivente: escreveu em 05/09/2014

Encontrei uma mochila maior em uma casa que fica a dois quarteirões daqui, o dobro do tamanho da minha atual. Estou feliz por ter uma mochila maior, poderei levar algumas das roupas que achei e jogar a minha antiga calça jeans azul desbotada fora. Bem, é um alívio colocar uma roupa limpa na mochila.

Achei o cachorro nos fundos da casa hoje. Ele estava bem, deve ter ido arrumar comida. Achei estranho o fato dele não estar muito desnutrido, seu corpo esta até saudável. Prestarei mais atenção nele, irei ver o que ele come. Será que seu alimento favorito seja mortos vivos?  Seria estranho isso... Não importa, eu irei descobri!

Minha partida esta quase preparada, falta pouca coisa. Quero arrumar mais quatro garrafas e mais algumas comidas enlatadas. Hoje achei uma macieira. Como me senti feliz. Comi várias maçãs enquanto observava alguns mortos andando. Foi estranho, tive a sensação de estar no cinema comendo pipoca e assistindo um filme sem graça. Queria entender o que foi isso, talvez o fato de um silêncio e uma paz estranha ter invadido minha mente e meu corpo.

Vou descansar, estou animada para minha partida, sairei antes do previsto... Já estou me conformando com a falta da minha família. Depois de um tempo, a perda começa a se tornar algo rotineiro pra quem vive nesse mundo.

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Encontros - II

Sobrevivente: escreveu em 02/09/2014

Mais um dia sozinha. Já se passaram mais de 14 dias que estou no ponto de encontro que marcamos. Eles já deveriam ter chegado, devíamos estar juntos, planejávamos ir para algum sítio no caminho para o norte do país. De qualquer forma logo terei que ir embora.  Não posso esperar mais. Sei que dentro de mim algo grita por eles segundo após segundo, a solidão pesa e não me larga em nenhum momento. Como posso me sentir assim se já vivo nesta situação há tanto tempo? Não sei.

Fui à busca de comida, a única coisa que encontrei foi milho enlatado vencido e provavelmente contaminado com fungos que prefiro nem citar. Meu estomago já se acostumou. O gosto não me interessa há muito tempo.  Não sei do porque os mortos-vivos estarem tão distantes dessa área da cidade, os poucos que vi por aqui estão tão decompostos que se conseguirem se arrastar alguns metros sem uma parte do corpo cair, é muito.

Espero encontrar minha família logo!  O cachorro que estava dentro da área da casa em que estou sumiu. Fiquei triste com isso, não vou mentir. Amo animais, mesmo sendo eles tão raros atualmente. Esses mortos não podem ver um animalzinho que já o comem.  Espero estar melhor amanhã, irei dormi o máximo que eu puder hoje, assim que eu acordar começarei a recolher provisões para minha partida semana que vem.

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Encontros - I

Sobrevivente: escreveu em 29/08/2014

Hoje encontrei esse caderno, havia guardado um lápis e acho que consigo encontrar outro logo. Me perdi de minha mãe a três semanas e não consigo parar de pensar nos dois. Sobreviver no mundo está cada dia mais difícil, já perdi a esperança de achar Jeremias, talvez seu corpo já tenha até sido decomposto, quem sabe... Mamãe sempre bem animada faz falta pela manhã e meu irmão... Como ele faz falta. Estou tendo que ir atrás de comida sozinha, e ele sempre ia comigo. Logo ela acabará e não sei onde irei buscar.

Me perdi de minha família durante um ataque, espero que eles estejam juntos. Voltei para nosso ponto de encontro, mas nem sei se eles sobreviveram. Combinamos de esperar por quatorze dias, o tempo médio para se chegar aqui nas atuais condições da cidade.

Não sei há quanto tempo estamos sobrevivendo, sei que faz mais de 11 meses que esse inferno começou, ou até mais. Confesso que eles estavam sendo meu porto seguro, meu retorno a sanidade e meu chão. Tive sonhos horríveis, estou me sentindo culpada, pois eu que os levei até aquele local. Não devia ter corrido NAQUELA direção, virar na esquina teria sido mais seguro. Tenho certeza que eles viraram nela, por isso não chegaram ainda. Meu irmão sabe se virar, ele ira conseguir me buscar e deixar minha mãe em segurança.

De qualquer forma, vou ir atrás de comida amanhã, minha prioridade será cereal, ou até qualquer coisa que poça ser cozinhada. Água não será o problema. Hoje aconteceu algo impressionante, vi um cão, vivo. Quis matá-lo, não tive coragem. Ele esta do lado de fora da casa que estou, mas esta dentro dos muros. Tenho medo de colocá-lo para dentro e ele estar doente. 

Até logo caderno, a única companhia que não pode me matar de alguma forma neste momento... Assim eu espero!

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