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Medicina para Sobreviventes - 2# Cuidando de ferimentos

Medicina para Sobreviventes - 2# Cuidando de ferimentos

Neste texto extraído de um manual militar de sobrevivência na floresta amazônica, iremos aprender a cuidar de ferimentos (regras gerais).

2-6. FERIMENTOS DE MODO GERAL

Os regionais recomendam os seguintes tratamentos, que devem ser considerados alternativos e somente utilizados na carência de recursos mais apropriados.

a. Fazer sangrar o ferimento, lavá-lo com limão, aplicar cinza e protegêlo com atadura.

b. Aplicar:

(1) cinza;

(2) o picumã, que é a teia de aranha enegrecida pela fuligem;

(3) o raspado, que é o limo das árvores;

(4) a folha morna da capeba;

(5) óleo de copaíba ou de andiroba;

(6) o sumo da casca do matamatá;

(7) o pó da casca do juá ou juazeiro.

c. Lavar:

(1) com chá da casca do cajueiro e aplicar óleo de copaíba;

(2) com água de magaba brava extraída da casca; torrar a casca, socála

até virar pó e aplicá-la no ferimento.

d. Proceder como os indígenas: urinar em cima do ferimento.

2-7. QUEIMADURAS

Os regionais recomendam os seguintes tratamentos alternativos, que só

devem ser utilizados em situação de carência dos recursos mais adequados.

a. Aplicar:

(1) o raspado (limo da árvore);

(2) banha de anta ou de veado;

(3) óleo de pequiá;

(4) óleo das sementes de andiroba.

b. Cobrir com qualquer gordura.

c. Colocar leite de bananeira.

2-8. FERIMENTOS INFECCIONADOS

Os regionais recomendam os seguintes tratamentos alternativos, que só devem ser utilizados em situação de carência dos recursos mais adequados.

Aplicar:

(1) pasta do fruto de juá;

(2) mingau frio da massa de macaxeira;

(3) cataplasma da raiz de abutua, leite de amapá e infusão da casca

de andiroba;

(4) óleo de andiroba ou de copaíba;

(5) folha morna de capeba.

2-9. HEMORRAGIAS

a. Ao apresentar-se um caso de hemorragia, colocar uma compressa esterilizada diretamente sobre a ferida e comprimi-la com a mão, ou por meio de ataduras firmemente colocadas. Se a hemorragia não ceder, o membro ferido deverá ser posto em posição mais elevada.

b. O torniquete ou garrote, somente deverá ser usado quando se tratar de membro gravemente ferido e quando a hemorragia não puder ser estancada pela compressa de pressão. Procurar apalpar a artéria mais importante da região ferida; se a localizar, comprimi-la com os dedos, com a mão aberta ou fechada, conforme o caso, e o torniquete será de fácil colocação, podendo ser feito com o auxílio de um pequeno coxim improvisado. O fato de não localizar a artéria não deve constituir motivo sério de preocupação. O torniquete, quando aplicado em perna ou braço, na coxa ou no antebraço, deverá ser colocado entre a ferida e o coração. Os torniquetes devem ser afrouxados de 15 em 15 min ou de 20 em 20 min. Se a extremidade do membro tornar-se fria e de cor azulada, o torniquete deverá ser afrouxado com freqüência, ao mesmo tempo que os maiores esforços devem ser envidados para conservar a parte em tratamento tão quente e agasalhada quanto possível, quando o frio for intenso. O afrouxamento do torniquete deverá permitir correr o sangue durante alguns segundos.

2-10. FRATURAS

a. Os feridos com fraturas deverão ser tratados com cuidado e delicadeza, a fim de que o seu sofrimento não seja aumentado e suas lesões agravadas.

b. Não se deve remover a peça de roupa que cobre um membro fraturado. Havendo ferimento, cortar e retirar a peça e tratar a lesão (ou ferida) antes de colocar as talas.

c. A roupa desprende-se com mais facilidade nas costuras.

d. As talas poderão ser improvisadas de peças e partes do equipamento, ou então de peças de roupas enroladas e bem apertadas, ou ainda de galhos de árvores, bambus e outros acolchoados com material macio. As talas deverão ser suficientemente longas, de modo a abranger as juntas acima e abaixo da fratura.

e. O paciente deverá ser conservado deitado e quieto, procurando-se não movê-lo desnecessariamente. Procurar manter, com as talas, a fratura bem imobilizada. Não tentar, em hipótese alguma, forçar os ossos partidos para a posição que seria normal.

f. Improvisar uma maca para o transporte do ferido com duas blusas de instrução ou de combate e duas varas, ou com duas varas e um cobertor; introduzir as varas pelas mangas das blusas ou dobrar meio cobertor sobre as duas varas dispostas paralelamente, deitar o paciente e recobri-lo com a outra metade do cobertor.

g. Recomenda-se metodizar o uso de um aparelho plástico, extremamente leve e portátil, chamado READISPLINT, o qual, dobrado, poderá ser acondicionado em pequena bolsa ou mesmo nos bolsos do uniforme. Tal aparelho corresponde aos membros superiores e inferiores e, uma vez adaptado ao membro fraturado, é inflado pelo sopro. Permite imobilização segura, fácil e satisfatória sob o ponto de vista ortopédico, bem como o transporte do ferido por horas seguidas e até por alguns dias, sem molestá-lo.

2-11. TORCEDURAS

Colocar as ataduras e manter em descanso a parte afetada. A aplicação imediata de frio, no lugar afetado, poderá evitar a inchação. Após diminuir a inchação (entre 6 ou 8 horas), a aplicação de calor aliviará a dor. Pôr a extremidade machucada em nível mais alto. Se o uso do membro machucado for de todo necessário, imobilizar a articulação afetada por meio de forte enfaixamento. Não havendo ossos fraturados, poder-se-á fazer uso do membro afetado até o limite permitido pela dor.



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